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Para utilizar uma erva medicinal é necessário extrair dela a sua força curativa, ou princípio ativo. Nunca use remédios naturais, como: chás, cremes, etc., se você não tiver conhecimento sobre as ervas que usa. Consulte sempre um especialista e tome cuidado ao manusear qualquer tipo de erva e as mantenha longe das crianças.
Para que se entenda mais da medicina indígena é preciso mergulhar um pouco em seus mitos e rituais, uma vez que toda a sua cultura influencia sua saúde e a forma como lidam com seus corpos. Atualmente a medicina indígena é um dos caminhos para a cura de enfermidades graves. Ela lida, principalmente, com a fé, assim como em muitas outras medicinas alternativas. Várias das ervas usadas pelos pajés e xamãs são utilizadas pela medicina tradicional, pois possuem princípios ativos, que inclusive, vêm sendo objeto de pesquisas científicas e muitas já compõem vários dos remédios que encontramos nas farmácias.
Ninguém duvida que a prática de exercícios físicos combinados com uma dieta equilibrada, ausência de stress e drogas, possam contribuir para uma qualidade de vida melhor e que resulte em um estado de saúde melhor para o homem urbano. De acordo com a FUNAI - Fundação Nacional do Índio, muitos vegetais utilizados pelos indígenas como medicamentos apresentam, de fato, resultados surpreendentes e, os conhecimentos técnicos, muitas vezes complexos, dos índios brasileiros, estão presentes tanto no combate às doenças, quanto na caça e pesca (através da utilização de venenos), na ecologia, na astronomia, na fabricação de sal, de objetos de borracha, de tecidos e na guerra (uso de gases asfixiantes).
Existem várias maneiras de manipular as plantas para obter o que a fitoterapia denomina de produto oficinal, ou seja, a erva em sua forma mais adequada ao uso desejado:

Decocção - É a fervura da substância, para dissolvê-la pela ação prolongada da água e do calor. A decocção pode ser leve ou branda, carregada ou concentrada, conforme sua duração (de apenas alguns minutos a várias horas) e a saturação do líquido empregado.
Infusão - Neste processo a substância é colocada numa vasilha, que depois recebe água fervente e é tampada. Após descansar por um certo tempo, côa-se a mistura. O tempo de infusão varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) a várias horas (no caso de raízes). O processo é particularmente indicado para as plantas aromáticas.
Cataplasma - É um preparado composto do pó de substâncias (obtido por decocção ou infusão) diluído até formar uma pasta mole. Excelentes remédios de uso externo, os cataplasmas podem ser aplicados quentes (para um efeito revulsivo ou maturativo) ou mornos (de efeito calmante).
Contusão - A substância é colocada num gral e socada até o ponto desejado (pó ou pasta).
Filtração - É usada para retirar partículas em suspensão de líquidos como tisamas, sumos, tinturas, etc. É feita com a ajuda de um cone de papel de filtro colocado dentro de um funil. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, pode-se simplesmente coá-lo através de um tecido de algodão, lã ou feltro.
Maceração - Neste processo a substância vegetal é deixada em contato com o veículo (líquido usado para dissolver o princípio ativo), em temperatura ambiente. Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade. Os veículos mais empregados são a água (que deve ser pura), o álcool, vinho ou vinagre.
Tintura - É o álcool ou éter impregnado do princípio ativo de uma ou mais substâncias vegetais, animais ou minerais. A preparação de tinturas a partir de substâncias vegetais é um processo minucioso e delicado, que utiliza plantas secas e éter ou álcool de pureza absoluta. Para 20% de substância vegetal emprega-se álcool de 60 graus (quando a substância libera seus princípios com facilidade), álcool de 80 graus (no caso de substâncias ricas em resíduos e azeites voláteis) e álcool de 10 graus (para substâncias que contêm corpos gordurosos). Depois de filtradas, as tinturas conservam seu poder por muitos anos e são usadas puras ou diluídas, interna ou externamente.
Tisanas - Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com ervas. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes as tisanas são chamadas poções.
Torrefação - Esta operação tem dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades. Através da torrefação, o café se torna aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.
Vinhos medicinais - São preparados que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diurético. O método é simples: molha-se em álcool as ervas picadas e macera-se em vinho durante alguns dias. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.
As Plantas que CURAM: (artigos transcritos do periódico: As Plantas que Curam, de 1983).

Agoniada (Plumeria Lancifolia)
da família das Apocináceas também conhecida por agonuim; arapuê, jasmim manga; quina mole; sucuúba; tapuoca. Propriedades medicinais: sua casca, empregada contra asma e sífilis, é emenagoga e purgativa, atuando diretamente sobre o útero, como descongestionante, auxiliar na concepção e regularizador das menstruações. É também utilizada em afecções históricas, clorose, ingurgitamento ganglionares, linfatites e doenças da pele. O látex que se extrai da casca possui propriedades anti-helmínticas e contém um ácido, o princípio amargo "plumerina"
e o alcalóide "agoniadina". Suas flores também lactescentes, têm propriedades análogas às da casca. O látex utilizado, porém, em doses elevadas, produz síncope, delíquio e até mesmo a morte, por ser altamente venenoso.

Alcachofra (Cynara scolymus)
da família das Compostas também conhecida por alcachofra hortense. Propriedades medicinais: indicada especialmente para diabéticos e doentes do fígado. À alcachofra se atribui a capacidade de fazer baixar a pressão arterial. Comprovadamente, regulariza as funções hepáticas e, por ser rica em ferro, auxilia no combate à anemia e ao raquitismo. Ótimo tônico e aperitivo e um diurético energético. Indicações de uso: cálculos biliares; diurético; insuficiência hepática.

Amoreira Negra (Morus nigra)
da família das Moráceas. Propriedades medicinais: seus frutos, folhas, raízes e casca são igualmente laxativas, diuréticas, espectorantes, refrescantes, emolientes e calmantes. A amora negra contém grande quantidade de acúçar, sais, ácidos, peptona e goma. Indicações de uso: boca(inflamações); dentes(dores); rins; gargante/tosse; inapetência; intestinos(prisão de ventre); pele(dermatoses, eczemas, erupções cutâneas); pressão alta.

Bananeira (Musa paradisiaca; M.sapientium; M.cavendishii)
Da família das Musáceas. Propriedades medicinais: inúmeras são as propriedades terapêuticas da bananeira, que, entre outras coisas, atua contra a diarréia astênica, a erisipela e afecções semelhantes. Com ela prepara-se um xarope especialmente indicado para bronquites, tuberculose e dispepsias. Do tronco extrai-se uma seiva, antiofídica e antidisentérica, que combate o catarro da bexiga, a gonorréia, a leucorréia, a hemorragia uterina, a laringite e as aftas, além de servir como reconstituinte e tônico capilar e muscular. A polpa age como emoliente e maturativo, quando o fruto está maduro, como hemostática e vulnerária, quando verde, e como antidiarréica, de pois de assada. Emprega-se o suco das flores nas afecções do peito e, externamente, em algumas doenças dos olhos.

Cabaceiro-amargoso (Lagenaria vulgaris)
Da família das Cucurbitáceas, também conhecida como cabaça-amargosa; porongo; cabeça de romeiro. Propriedades medicinais: a polpa verde do fruto tem propriedades emolientes e maturativas e, quando madura, purgativas e drásticas. Antigamente era utilizada em cataplasmas para curar a inchação das pernas e em clisteres para combater a melancolia, a clorose e obstrução das vísceras. O decocto das sementes, também purgativo, é útil para debelar a nefrite. Aplicadas topicamente depois de aquecidas, as folhas ajudam a pressar o parto e a curar frieiras. Em doses exageradas esta planta pode produzir hemorragias mortais, precedidas de sintomas idênticos ao do cólera-morbo.

Maca Peruana (Lepidium Peruvianum Chacón)
da família dos tubérculos, foi comprovado que a MACA exerce uma ação estimulante no sangue, fortalecendo os glóbulos vermelhos encarregados de oxigenar os tecidos do organismo, assim como os glóbulos brancos. Importantes para fortalecer o sistema imunológico. Por causa de seus atributos afrodisíacos, agindo diretamente no fluxo sangüíneo, no que se traduz numa ação vigorosa na zona pélvica dos homens e das mulheres, aumentando assim o seu desempenho sexual, os efeitos permanentes da MACA, faz com que o estímulo e o apetite sexual aumentem.

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